Aprendi lições importantes nesses dois posts.
A primeira: um blog apenas sobre ferramentas de textos não sobreviverá. Pessoas gostam de falar sobre pessoas, não sobre coisas. A segunda: tentar escrever textos perfeitos até em blog... não vou agüentar. Nessa linha, o blog morre em pouco tempo.
Por isso cheguei a uma conclusão. Vou usar escrever sobre experiências. Experiências de vida usando ferramentas de texto; e experiências sobre aprender as ferramentas de texto.
Parece legal. Vamos ver se funciona.
20 de março de 2007
18 de março de 2007
Tema
Sujeito = personagem.
Verbo = ação.
Bons temas usam verbo transitivo. Servem para nortear a história.
Exemplo: O diretor de tecnologia implanta sistemas para ajudar no processo de gerir serviços ao cliente.
Sujeito = personagem = diretor de TI.
Verbo = ação = implanta.
Verbo = ação.
Bons temas usam verbo transitivo. Servem para nortear a história.
Exemplo: O diretor de tecnologia implanta sistemas para ajudar no processo de gerir serviços ao cliente.
Sujeito = personagem = diretor de TI.
Verbo = ação = implanta.
8 de março de 2007
Writing Tool #1: Branch to the Right
Ramificações à direita.
Comece sentenças com sujeitos e verbos, deixando elementos subordinados para a direita. Até mesmo uma longa, longa sentença pode ser clara e impactante quando o sujeito e o verbo vêm antes
Para usar essa ferramenta, imagine cada sentença que você escreve impressa num pedaço de papel. Agora imagine isso: um repórter escreve uma oração principal com o sujeito e o verbo no começo, seguidos dos outros elementos subordinados, criando o que os estudiosos chamam de “sentença ramificada à direita” (right-branching sentence).Assim como a frase acima. Sujeito e verbo na oração principal vão para a esquerda (um repórter escreve), enquanto os outros elementos seguem para a direita.
Um exemplo escrito por Lydia Polgreen, em uma reportagem escrita no The New York Times:
Rebels seized control of Cap Haitien, Haiti's second largest city, on Sunday, meeting little resistance as hundreds of residents cheered, burned the police station, plundered food from port warehouses and looted the airport, which was quickly closed. Police officers and armed supporters of President Jean-Bertrand Aristide fled.
Essa primeira sentença tem 37 palavras e dá idéia de ação. A sentença é tão cheia, de fato, que se destaca. Mas a escritora mantem o controle criando significado nas três primeiras palavras: Rebels seized control....Mestres escritores podem escrever páginas após páginas usando essa estrutura.
Um bom exemplo é o texto de John Steinbeck, do "Cannery Row", descrevendo a rotina de um cientista marinho chamado Doc:
He didn't need a clock. He had been working in a tidal pattern so long that he could feel a tide change in his sleep. In the dawn he awakened, looked out through the windshield, and saw that the water was already retreating down the bouldery flat. He drank some hot coffee, ate three sandwiches, and had a quart of beer.
The tide goes out imperceptibly. The boulders show and seem to rise up and the ocean recedes leaving little pools, leaving wet weed and moss and sponge, iridescence and brown and blue and China red. On the bottoms lie the incredible refuse of the sea, shells broken and chipped and bits of skeleton, claws, the whole sea bottom a fantastic cemetery on which the living scamper and scramble.
Steinbeck coloca em cada sentença o sujeito e o verbo na frente, quebrando a monotonia da estrutura usando frases de diferentes tamanhos.
Comece sentenças com sujeitos e verbos, deixando elementos subordinados para a direita. Até mesmo uma longa, longa sentença pode ser clara e impactante quando o sujeito e o verbo vêm antes
Para usar essa ferramenta, imagine cada sentença que você escreve impressa num pedaço de papel. Agora imagine isso: um repórter escreve uma oração principal com o sujeito e o verbo no começo, seguidos dos outros elementos subordinados, criando o que os estudiosos chamam de “sentença ramificada à direita” (right-branching sentence).Assim como a frase acima. Sujeito e verbo na oração principal vão para a esquerda (um repórter escreve), enquanto os outros elementos seguem para a direita.
Um exemplo escrito por Lydia Polgreen, em uma reportagem escrita no The New York Times:
Rebels seized control of Cap Haitien, Haiti's second largest city, on Sunday, meeting little resistance as hundreds of residents cheered, burned the police station, plundered food from port warehouses and looted the airport, which was quickly closed. Police officers and armed supporters of President Jean-Bertrand Aristide fled.
Essa primeira sentença tem 37 palavras e dá idéia de ação. A sentença é tão cheia, de fato, que se destaca. Mas a escritora mantem o controle criando significado nas três primeiras palavras: Rebels seized control....Mestres escritores podem escrever páginas após páginas usando essa estrutura.
Um bom exemplo é o texto de John Steinbeck, do "Cannery Row", descrevendo a rotina de um cientista marinho chamado Doc:
He didn't need a clock. He had been working in a tidal pattern so long that he could feel a tide change in his sleep. In the dawn he awakened, looked out through the windshield, and saw that the water was already retreating down the bouldery flat. He drank some hot coffee, ate three sandwiches, and had a quart of beer.
The tide goes out imperceptibly. The boulders show and seem to rise up and the ocean recedes leaving little pools, leaving wet weed and moss and sponge, iridescence and brown and blue and China red. On the bottoms lie the incredible refuse of the sea, shells broken and chipped and bits of skeleton, claws, the whole sea bottom a fantastic cemetery on which the living scamper and scramble.
Steinbeck coloca em cada sentença o sujeito e o verbo na frente, quebrando a monotonia da estrutura usando frases de diferentes tamanhos.