O que faz um jornalista bom ou ruim?
“Fulana é excelente profissional”, me disseram. Fulana tem lá seus 50 anos, é jornalista há pelo menos 30. Já teve sua empresa e é bem conhecida no mercado. Eram as únicas referências que eu tinha de Fulana, até outro dia.
Fulana escreveu uma notinha para mim. E a notinha de Fulana era horrível.
O texto estava dividido em dois blocos de parágrafos, nos quais as informações se entupiam. O texto era mais ou menos assim:
Esta semana, as empresas, que há anos tentam vender comida de pingüim, ave típica da Antártica, querem aproveitar o frio, mesmo clima da Antártica, para negociar com os comerciantes a distribuição das comidas de pingüins, que servem também para gatos.
Textos assim ficam berrantes depois que aprendi a regra PERSONAGEM => AÇÃO => COMPLEMENTO e li a ferramenta de texto ramificações à direita.
Quando se põe personagem e ação, a primeira frase ficaria assim:
As empresas [personagem] querem negociar [ação] a distribuição de comida de pingüins com os comerciantes [complemento].
O texto fica mais claro. É fácil para o leitor acompanhar o movimento.
Depois de praticar essa ferramenta, os textos com ordem confusa ficaram horríveis para mim. Fiquei chata e exigente – comigo, principalmente. E estou aprendendo a reconhecer bons textos – e bons jornalistas.