O que faz um jornalista bom ou ruim?
“Fulana é excelente profissional”, me disseram. Fulana tem lá seus 50 anos, é jornalista há pelo menos 30. Já teve sua empresa e é bem conhecida no mercado. Eram as únicas referências que eu tinha de Fulana, até outro dia.
Fulana escreveu uma notinha para mim. E a notinha de Fulana era horrível.
O texto estava dividido em dois blocos de parágrafos, nos quais as informações se entupiam. O texto era mais ou menos assim:
Esta semana, as empresas, que há anos tentam vender comida de pingüim, ave típica da Antártica, querem aproveitar o frio, mesmo clima da Antártica, para negociar com os comerciantes a distribuição das comidas de pingüins, que servem também para gatos.
Textos assim ficam berrantes depois que aprendi a regra PERSONAGEM => AÇÃO => COMPLEMENTO e li a ferramenta de texto ramificações à direita.
Quando se põe personagem e ação, a primeira frase ficaria assim:
As empresas [personagem] querem negociar [ação] a distribuição de comida de pingüins com os comerciantes [complemento].
O texto fica mais claro. É fácil para o leitor acompanhar o movimento.
Depois de praticar essa ferramenta, os textos com ordem confusa ficaram horríveis para mim. Fiquei chata e exigente – comigo, principalmente. E estou aprendendo a reconhecer bons textos – e bons jornalistas.
25 de maio de 2007
24 de abril de 2007
História
Toda história é feita de:
Complicação: um desejo não realizado, um problema, um desafio
Resolução: o desejo realizado, a forma como a pessoa lida com o problema, o desafio resolvido.
Três passos: Da complicação até a resolução, a personagem passa por três etapas importantes, três situações de insight que a levaram até a resolução do problema.
Para se ter uma história é preciso ter complicação e resolução. E a resolução deve ser sempre positiva.
Se um dos elementos não existir, não é história. É reportagem, relatório, qualquer coisa.
Complicação: um desejo não realizado, um problema, um desafio
Resolução: o desejo realizado, a forma como a pessoa lida com o problema, o desafio resolvido.
Três passos: Da complicação até a resolução, a personagem passa por três etapas importantes, três situações de insight que a levaram até a resolução do problema.
Para se ter uma história é preciso ter complicação e resolução. E a resolução deve ser sempre positiva.
Se um dos elementos não existir, não é história. É reportagem, relatório, qualquer coisa.
22 de abril de 2007
Kill your babies
Por mais legal que a informação pareça, tire-a do texto se ela estiver fora do tema. Kill your babies.
A tendência natural de todo jornalista é querer manter suas histórias engraças/ interessantes. Porém, elas só confundirão o leitor se estiverem fora do tema.
Meu editor contou que uma empresa promoveu uma queima de planilhas para marcar a instalação do sistema de automação dos processos. A história é legal e tem bom efeito visual. Mesmo assim, meu editor deixou a informação de fora: fugia do tema a empresa sofre quando instala ISO XXXX.
Kill your babies!
A tendência natural de todo jornalista é querer manter suas histórias engraças/ interessantes. Porém, elas só confundirão o leitor se estiverem fora do tema.
Meu editor contou que uma empresa promoveu uma queima de planilhas para marcar a instalação do sistema de automação dos processos. A história é legal e tem bom efeito visual. Mesmo assim, meu editor deixou a informação de fora: fugia do tema a empresa sofre quando instala ISO XXXX.
Kill your babies!
20 de março de 2007
Lições de blog
Aprendi lições importantes nesses dois posts.
A primeira: um blog apenas sobre ferramentas de textos não sobreviverá. Pessoas gostam de falar sobre pessoas, não sobre coisas. A segunda: tentar escrever textos perfeitos até em blog... não vou agüentar. Nessa linha, o blog morre em pouco tempo.
Por isso cheguei a uma conclusão. Vou usar escrever sobre experiências. Experiências de vida usando ferramentas de texto; e experiências sobre aprender as ferramentas de texto.
Parece legal. Vamos ver se funciona.
A primeira: um blog apenas sobre ferramentas de textos não sobreviverá. Pessoas gostam de falar sobre pessoas, não sobre coisas. A segunda: tentar escrever textos perfeitos até em blog... não vou agüentar. Nessa linha, o blog morre em pouco tempo.
Por isso cheguei a uma conclusão. Vou usar escrever sobre experiências. Experiências de vida usando ferramentas de texto; e experiências sobre aprender as ferramentas de texto.
Parece legal. Vamos ver se funciona.