25 de maio de 2007

Bom jornalista escreve texto fácil

O que faz um jornalista bom ou ruim?

“Fulana é excelente profissional”, me disseram. Fulana tem lá seus 50 anos, é jornalista há pelo menos 30. Já teve sua empresa e é bem conhecida no mercado. Eram as únicas referências que eu tinha de Fulana, até outro dia.

Fulana escreveu uma notinha para mim. E a notinha de Fulana era horrível.

O texto estava dividido em dois blocos de parágrafos, nos quais as informações se entupiam. O texto era mais ou menos assim:

Esta semana, as empresas, que há anos tentam vender comida de pingüim, ave típica da Antártica, querem aproveitar o frio, mesmo clima da Antártica, para negociar com os comerciantes a distribuição das comidas de pingüins, que servem também para gatos.

Textos assim ficam berrantes depois que aprendi a regra PERSONAGEM => AÇÃO => COMPLEMENTO e li a ferramenta de texto ramificações à direita.

Quando se põe personagem e ação, a primeira frase ficaria assim:

As empresas [personagem] querem negociar [ação] a distribuição de comida de pingüins com os comerciantes [complemento].

O texto fica mais claro. É fácil para o leitor acompanhar o movimento.

Depois de praticar essa ferramenta, os textos com ordem confusa ficaram horríveis para mim. Fiquei chata e exigente – comigo, principalmente. E estou aprendendo a reconhecer bons textos – e bons jornalistas.

24 de abril de 2007

História

Toda história é feita de:

Complicação: um desejo não realizado, um problema, um desafio

Resolução: o desejo realizado, a forma como a pessoa lida com o problema, o desafio resolvido.

Três passos: Da complicação até a resolução, a personagem passa por três etapas importantes, três situações de insight que a levaram até a resolução do problema.

Para se ter uma história é preciso ter complicação e resolução. E a resolução deve ser sempre positiva.

Se um dos elementos não existir, não é história. É reportagem, relatório, qualquer coisa.

22 de abril de 2007

Kill your babies

Por mais legal que a informação pareça, tire-a do texto se ela estiver fora do tema. Kill your babies.

A tendência natural de todo jornalista é querer manter suas histórias engraças/ interessantes. Porém, elas só confundirão o leitor se estiverem fora do tema.

Meu editor contou que uma empresa promoveu uma queima de planilhas para marcar a instalação do sistema de automação dos processos. A história é legal e tem bom efeito visual. Mesmo assim, meu editor deixou a informação de fora: fugia do tema a empresa sofre quando instala ISO XXXX.

Kill your babies!

20 de março de 2007

Lições de blog

Aprendi lições importantes nesses dois posts.

A primeira: um blog apenas sobre ferramentas de textos não sobreviverá. Pessoas gostam de falar sobre pessoas, não sobre coisas. A segunda: tentar escrever textos perfeitos até em blog... não vou agüentar. Nessa linha, o blog morre em pouco tempo.

Por isso cheguei a uma conclusão. Vou usar escrever sobre experiências. Experiências de vida usando ferramentas de texto; e experiências sobre aprender as ferramentas de texto.

Parece legal. Vamos ver se funciona.